Queridos leitores…
Em primeiro lugar, gostaria de me apresentar:
Me chamo Thaís, sou mãe, esposa, dona de casa e ainda arrumo tempo para representar as empresas para qual presto serviço (Bebidas em geral).
Através do convite da minha querida Bianca, qual fiquei muito lisonjeada de receber, vou poder escrever um pouco sobre algumas das minhas paixões: Gastronomia e Vinhos.
Gastronomia para mim é tudo! Aquele mundo mágico de cozinhar, transformar, colorir e dar sabores, criar... enfim... TUDO! Claro, harmonizando sempre com aquele bom, barato e maravilhoso vinho!!
Posso arriscar a dizer que sou uma excelente sommelier, só não tenho a famosa ABS (Curso oficial de Sommelier, feito pela Associação Brasileira de Sommeliers) por falta de tempo ($$) se é que vocês me entendem! =)
Trabalho nessa área de vinhos e bebidas a alguns anos.
Será que conheço alguma coisa? Vamos descobrir? Modéstia à parte, vamos começar?
Será que conheço alguma coisa? Vamos descobrir? Modéstia à parte, vamos começar?
Começando do principio básico.
Existe uma grande diferença entre Sommelier e Apreciador.
Veja bem:
Sommelier é a pessoa responsável pelas bebidas (principalmente por vinho, mas não unicamente), em algum estabelecimento comercial.
Apreciador é aquela pessoa que admira, que gosta muito de algo, porém não significa que um apreciador seja um profissional em tal assunto.
Entenderam amores?
Bora saber mais sobre vinhos agora?
Primeira regrinha básica para aqueles que não entendem nadica de nada de vinho:
- ESQUEÇA aquela teoria que designa como vinhos estupendos algumas marcas SUAVES de 5ª categoria que são vendidos em prateleiras de botequins, aquilo definitivamente NÃO É VINHO FINO! Compreendem? Vamos deixar mais claro? Sangue de Boi, Chapinha, Cantina do Vale e outros afins, não podem ser designados como VINHO FINO! Por que? Vejamos abaixo:
Para começarmos, vamos entender como é a fabricação de um vinho, ok?
Na produção da vinícola os cachos de uvas são colhidos, higienizados e passam a um tanque, onde o mosto (leia-se uvas+cascas) é macerado e posteriormente fermentado. Após fermentação, o sumo que se forma é filtrado por diversas vezes e ai está nosso querido vinho. As semelhanças entre estes vinhos de botequins e vinhos de grandes bodegas acabam por ai!
Veja bem, o que diferencia a qualidade do vinho não é a fabricação, são as uvas e o engarrafamento (leia-se processo completo de engarrafar e envelhecer).
Estes vinhos de botequins, são produzidos com uvas não viníferas (comuns), in natura, portanto, não têm a riqueza e complexidade de uvas viníferas (nobres), que o vinho fino nos apresenta.
Vamos falar mais um pouquinho agora sobre os tipos de uvas?
- Uvas Não Viníferas (Comuns)
Izabel, Concord, Seibel, Niágara, Itália, Rubi e Thompson.
Estas uvas acima, são excelentes para consumo de mesa, por serem mais doces, cascas mais finas e até alguns tipos como a Thompson, sem caroço, facilitando nosso consumo e tem como nome científico vitis labrusca.
Muitas pessoas apreciam os vinhos feitos com as uvas não viníferas, por serem vendidos em qualquer lugar, terem preços acessíveis e sabor bem adocicado (leia-se mais de 80% de açúcar). Normalmente, a maioria das mulheres AMAM este tipo de vinho e alegam que por ser mais "docinho", facilita a degustação. Há de se lembrar no entanto que alta quantidade deste tipo de vinho, somada a falta de qualidade, resulta em pequenas lembranças somadas a muita dor de cabeça e ressaca!
- Uvas Viníferas (Nobres)
Já estes tipos de uvas viníferas, não são boas para consumo de mesa, pois são mais adstringentes (causam aquela sensação de apertar nossa língua), tem muita casca e pouca polpa, além do fato de serem extremamente amargas. No entanto, são as melhores uvas para a fabricação do nosso tão querido vinho! A casca destes tipos de uvas, possuem excelentes elementos químicos indispensáveis para a elaboração de um bom vinho. Por isto, vinhos elaborados com uvas viníferas, possuem grandes qualificações e premiações, inclusive mundialmente. Aliás, uma curiosidade, vocês sabiam que em países como Itália, Espanha, França e mais alguns, é extremamente proibida a fabricação de vinhos que não sejam utilizadas as uvas viníferas e sua adulteração, é considerada como crime, dá cadeia gente! Para se pegar os adulteradores, a procurar o antranilato de metila, uma espécie de substância só encontrada nas uvas vitis labrusca (comuns), que tem como objetivo aumentar o aroma da uva, mascarando outras características que o vinho possa apresentar, como baunilha, couro, tabaco, dentre outros.
Aprenderam um pouquinho hoje crianças?
Logo mais volto com outro post falando mais sobre uvas, tipos de vinhos e mais curiosidades.
E antes de partir, deixo aqui dicas de como escolher um bom vinho. Aproveitem!
- Para escolher seu vinho, basta prestar atenção na uva, que normalmente está presente no rótulo do vinho ou no contra-rótulo (que fica na parte de trás da garrafa).
- Verifique sempre a rolha do vinho, se estiver sobressaliente (mais saltada que as demais), esqueça, o vinho não foi armazenado corretamente.
- Pegue sempre os vinhos que estejam armazenados à 45 graus, nem tão em pé, nem tão deitado, em prateleiras que não estejam completamente expostas a luz, tampouco a luminosidade do Sol.
Preço não necessariamente significa qualidade, correto?
Até logo queridos!

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